Emulação de disquetes em teclados – Resolução de problemas


Alguns anos atrás eu converti o meu teclado Yamaha PSR550 de disquetes para USB e escrevi esse post.

Descobri que isso é algo que muitas pessoas procuram e consequentemente muita gente acaba encontrando esse site com dúvidas então decidi fazer esse segundo post com a resolução dos problemas mais comuns.

Eu infelizmente não tenho mais o teclado que converti para fazer testes, mas 90% dos problemas vem do programa que prepara os pendrives, que é bastante confuso.

Os outros problemas normalmente são das limitações da tecnologia dos disquetes ou dos teclados e por isso eu vou começar com alguns conceitos básicos.

Armazenamento

Um disquete convencional de 3,5″ que é utilizado pelos teclados tem uma capacidade máxima de 1.44MB, como estamos emulando um disquete desses, os arquivos dentro do pendrive não podem ser maiores do que isso.

A maioria dos emuladores de disquetes podem emular no máximo 100 disquetes ou seja 144MB de arquivos, por isso eu recomendo usar o menor pendrive que você tenha, usar um de 64GB não trará vantagem nenhuma e será um desperdício de espaço.

Compatibilidade

Existem diversos emuladores no mercado, alguns permitem até mais do que os 100 disquetes e outros permitem a emulação de apenas um.

Se você formatou o pendrive da forma correta para emular múltiplos disquetes e só está conseguindo ler um pode ser um problema de compatibilidade do seu emulador.

A maioria dos emuladores parecem ser cópias do IPCAS V2

IPCAS V2

O emulador não faz mágica

A função do emulador é apenas a de substituir o disquete magnético por uma versão virtual, possibilitando o uso de um pendrive que você pode acessar em qualquer computador moderno.

Você não vai mais precisar usar disquetes mas isso não significa que o teclado ganhe novos recursos, encontrados em teclados modernos com USB nativo como reprodução de outros formatos a partir do USB ou conexão MIDI por USB. Eu inclusive acharia bem melhor se no lugar de uma porta USB houvesse uma entrada de cartão SD pois na maioria dos modelos o pendrive fica em algum lugar que atrapalha ou que, se você não ficar esperto, bate a mão e pode quebrar o pendrive.

Em resumo, você não pode ligar o teclado no PC por essa porta USB e não vai poder reproduzir arquivos no formato mp3 se o seu teclado não fazia isso antes.

Preparando o Pendrive

Os pendrives que serão utilizados com o teclado precisam ser formatados em formato especial por um software especifico para isso.

Existem vários softwares para formatação dos pendrives, no site da IPCAS existem diferentes versões do software para cada emulador, a maioria dos downloads disponíveis são ferramentas sem interface gráfica para recuperação de imagem de disquetes e outras funções muito técnicas que não são importantes para uso em música (esses emuladores normalmente são utilizados por profissionais de TI que precisam manter sistemas antigos funcionando).

A versão mais objetiva para o fim que desejamos é a 1.31T que pode ser baixada nesse link.

Ao abrir o programa os pendrives conectados ao computador serão reconhecidos:

Processo de formatação

Clique com o botão direito no pendrive que você deseja formatar e escolha Format:

Formatar

Confirme qual o drive que será formatado, escolha o formato de 1,44MB, deixe o campo Make DOS Bootable Disk desmarcado, escolha a quantidade de disquetes (preferencialmente 100) e deixe o campo Quick Format desmarcado:

Opções format

Aguarde a conclusão da formatação, deve levar poucos segundos:

Format complete

Após a formatação o programa deve ser capaz de listar os disquetes virtuais e informações como o espaço disponível para uso em cada um deles:

Lista disquetes

Se você conseguiu uma lista similar a essa o pendrive já está pronto para ser utilizado e seu teclado deve reconhecer todos os 100 disquetes e conseguir alternar entre eles sem problemas.

Utilizando o pendrive no PC

É nessa etapa que surgem a maioria das dúvidas e esse é provavelmente o recurso mais importante pois a grande vantagem do pendrive no lugar do disquete é a facilidade de trocar arquivos com o computador.

Quando você pluga um pendrive formatado dessa forma no pc o windows vai montar o disquete 000 como padrão, se você só precisar copiar algo isso é útil pois você nem precisa do programa instalado, mas o que queremos é editar os 100 disquetes.

A primeira coisa que precisamos fazer é configurar uma pasta temporária onde o programa vai exibir o conteúdo dos disquetes.

Por padrão o programa vem configurado para usar a pasta “C:Program Files (x86)ipcas GmbHFloppy EmulatorDisk” que dependendo da versão do windows que você utiliza (exceto XP ou UAC desativado) não pode ser utilizada por motivos de segurança, o programa não exibirá uma mensagem de erro o que é bastante confuso.

Para resolver isso acesse Option / Set…

Options

Na opção “upload file root directory” escolha uma pasta que seu usuário possa acessar sem a tela de confirmação do windows, eu recomendo usar uma pasta dentro de Meus documentos ou do Desktop como eu usei.

Folder Select

Agora ficou fácil, você pode clicar em um disquete da lista e escolher Open para editar o conteúdo dele:

Editar conteúdo

Após editar o conteúdo você precisa utilizar a opção Save para que as alterações sejam salvas no pendrive:

Salvar alterações

Existe uma opção que facilita a edição de múltiplos disquetes, se você selecionar vários disquetes de uma vez pode usar a opção Bulk Open para abrir todos ao mesmo tempo:

Bulk Open

Todos os disquetes selecionados serão exibidos em forma de pastas:

Disquetes Pastas

Da mesma formas que foram abertos pela opção Bulk Open existe a opção Bulk Save que salva a alterações em todos os disquetes:

Bulk Save

Espero que isso ajude a solucionar a maior parte das dúvidas, caso contrário deixe um comentário que eu tentarei responder o mais rápido possivel!

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2 respostas para “Emulação de disquetes em teclados – Resolução de problemas”